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domingo, 22 de maio de 2016

Surrealismo - Fotografia e Cinema
Fotograma do filme Retour à la raison - Man Ray
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Surrealismo - Fotografia e Cinema
Fotomontagem do grupo surrealista em 1934 - Man Ray
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Surrealismo - Fotografia e Cinema
O violino de Ingres - Man Ray
Cortesia da Robert Miller Gallery, Nova York - (XX)

Marcel Duchamp (Pintor e escultor) (1887 - 1968)

É difícil classificar um artista tão polifacético e controvertido quanto Marcel Duchamp.
No entanto, de suas diferentes fases criativas, seja a pós-impressionista, a cubista ou mesmo a futurista, as obras de maior impacto e importância pertencem à sua fase dadaísta.
Tanto seus quadros de antimecanismos quanto seus ready-mades provocaram um choque no público, na crítica e em seus próprios colegas.
Depois de Duchamp, o conceito de obra de arte mudaria definitivamente.
Em 1904 este artista, oriundo de Blainville, mudou-se para Paris a fim de ingressar na Academia Julien, uma das mais prestigiosas da época.
Poucos anos depois começava a estudar e questionar a pintura de Cézanne.
Em 1911 já tinha se relacionado com os cubistas e feito amizade com Apollinaire e Picabia.
Um ano depois apresentou sua primeira obra no Salão dos Independentes e passados mais dois anos participou do Armory Show de Nova York.
É então que surgem os primeiros ready-mades de Duchamp, as obras mais significativas do chamado pré-dadaísmo.
Com elas o artista francês não apenas dessacralizou a obra de arte como também o artista, algo que se coadunava perfeitamente com o conceito básico do dadaísmo de Arp e Ball na Suíça.
Suas obras seguintes se mantiveram dentro dos mesmos parâmetros desse movimento, que a essa altura já tinha se consolidado em toda a Europa.
Numa de suas viagens aos Estados Unidos, Duchamp conheceu Man Ray.
Pouco depois tomava forma seu famoso quadro A Noiva, no qual o controvertido artista francês retomou o tema dos antimecanismos, tão frequentes na obra de seu amigo Picabia.
Nos anos seguintes apresentou suas obras em Buenos Aires e em Paris e voltou aos Estados Unidos, onde realizou seu primeiro curta-metragem.
Trabalhou depois em colaboração com Max Ernst e organizou com Breton a exposição dos surrealistas de 1947 em Paris.
A obra de Duchamp significou a reformulação da linguagem criativa e definiu o rumo da arte do século XX.
Surrealismo - Fotografia e Cinema
Marcel Duchamp em Dreams that Money Can Buy - Marcel Duchamp
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Surrealismo - Fotografia e Cinema
Nu descendo uma escada - Marcel Duchamp
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René Magritte (Pintor) (1898 1967)

Magritte foi um dos mais importantes representantes do movimento surrealista, junto com Salvador Dali e Max Ernst.
Oriundo da cidade de Lessines, na Bélgica, aos 18 anos mudou-se para Bruxelas, ingressando na Academia de Belas Artes.
Uns dois anos mais tarde, teve oportunidade de conhecer reproduções da obra de Giorgio De Chirico, criador da pintura metafísica, e começou a se interessar pelas representações subconscientes.
Em uma de suas viagens a Paris, entrou em contato com André Breton e Paul Éluard.
Sua adesão ao grupo surrealista já era um fato.
Voltou a Bruxelas em 1930, onde, além de pintar febrilmente, trabalhou numa fábrica de tapetes, como desenhista de cartelas, para prover seu sustento.
Convidado pelos surrealistas parisienses, fez várias viagens a Paris para apresentar suas obras nas exposições mais importantes do grupo.
A partir de 1940, Magritte iniciou uma segunda fase criativa, aproximando-se dos conceitos impressionistas e das teorias coloristas do fauvismo.
Inconformado com isso, voltou ao seu figurativismo simbólico inicial.
A pintura de Magritte causa espanto devido à sua precisão técnica, que beirava a obsessão.
O naturalismo de suas representações contrasta fortemente com sem simbolismo.
É essa precisão que às vezes distrai a atenção do observador do verdadeiro detalhe absurdo ou inconsciente da tela.
No quadro A Chave dos Campos (1936), Magritte pinta uma janela através da qual se observa um campo verde, no melhor estilo dos paisagistas holandeses: cores limpas, nítidas, um tanto frias e um ar de paz.
No entanto nem tudo está em ordem.
Os vidros quebrados no chão ainda conservam parte da paisagem dessa segunda realidade invisível que tanto interesse despertou no pintor.
A tensão não está na obra mas no observador, que deve descobrir seu significado.
Ele próprio tinha uma definição para sua pintura: "É assim que me dedico à pintura - para evocar com as imagens desconhecidas do conhecido, ou seja, do mistério absoluto do visível e do invisível".
Magritte passou os últimos anos em Bruxelas, onde produziu desenhos para um programa de pinturas murais.